Isolamento social deve aumentar busca por imóveis em 2021

Com pandemia, qualidade de vida passou a ser prioridade na busca por moradia

A experiência de ficar em casa para diminuir a intensidade de contaminação do novo coronavírus ficou ainda mais importante. Para quem deseja adquirir um imóvel, a qualidade de vida torna-se fundamental. Outras famílias, mesmo durante a pandemia, tendem a mudar de apartamentos pequenos e totalmente funcionais para um local onde possam ter opções de lazer e ficar bem acolhidas.

Segundo dados da Câmara Brasileira da indústria da Construção (CBIC), embora a crise econômica desde ano tenha reduzido em cerca de 30% o lançamento de novos condomínios horizontais ou verticais, ela não prejudicou os interesses dos consumidores. Na comparação com o mesmo período de 2019, as vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2020 registraram aumento de 8,4%

Na visão do diretor da Ginco, (Ginco é uma empresa mato-grossense que atua no ramo da Construção Civil desde 2001), Júlio Braz diz, “mesmo com menos empreendimentos disponíveis, há uma tendência de que as vendas continuem em alta devido a dois fatores. A pandemia ainda não acabou e há uma possível segunda onda, então as famílias continuarão buscando boas opções de moradia.” Outro fator é que com a instabilidade da economia, investir em imóveis é sempre uma aposta segura.

“Existe a possibilidade de uma segunda onda da doença, então a pessoa sabe que mais cedo ou mais tarde ela vai viver uma coisa parecida de novo. Então está todo mundo tentando se organizar. E outra coisa é porque hoje o dinheiro no banco não rende nada. Então é uma possibilidade de fazer um pequeno investimento”, pontuou Braz.

De acordo com Braz, outro fator que influencia é o ciclo dos negócios. Para que um novo empreendimento seja construído, são pelo menos cinco anos entre projeto, aprovação, lançamento, construção e todo o planejamento para execução do residencial.

“Pelas minhas contas vamos ter um vácuo de aproximadamente dois anos para reequilibrar e ter mais estabilidade entre a oferta e a procura. Quando não tem empreendimento pronto, as pessoas começam a comprar de terceiros. Se não temos lotes, consumidores vão procurar outras pessoas, que colocam um preço mais alto e isso tudo inflaciona o mercado”, relatou.

Fonte. Mídia News

https://www.midianews.com.br/cotidiano/mercado-imobiliario-deve-crescer-em-2021-com-busca-por-qualidade-de-vida/391333